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Aneurisma da Aorta Abdominal: sintomas, diagnóstico e tratamento

O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação localizada da aorta — a maior artéria do corpo — que atinge 3,0 cm ou mais de diâmetro. Ele afeta principalmente homens acima de 65 anos com histórico de tabagismo e, na maioria dos casos, não causa nenhum sintoma. Tem tratamento: aneurismas pequenos são acompanhados com ultrassom periódico, e os maiores podem ser corrigidos por cirurgia endovascular ou cirurgia aberta — técnicas bem estabelecidas, com riscos conhecidos e resultados previsíveis quando indicadas no momento certo.

Revisado por Prof. Dr. Igor Rafael Sincos — Médico | CRM-SP 117.876 | Cirurgia Vascular RQE 126.825 | Cirurgia Endovascular RQE 132.643 · Publicado e atualizado em 18 de agosto de 2026

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Como é o tratamento endovascular do aneurisma da aorta?

Neste vídeo, o Prof. Dr. Igor Sincos apresenta um caso clínico real de correção endovascular (EVAR) e mostra como a endoprótese exclui o aneurisma da circulação.

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O que é o aneurisma da aorta abdominal?

O aneurisma da aorta abdominal (AAA) é uma dilatação permanente e localizada da aorta no seu trajeto dentro do abdome, definida pelas diretrizes como um diâmetro igual ou maior que 3,0 cm — cerca de 50% acima do tamanho normal, que é de aproximadamente 2,0 cm (SBACV 2023; SVS 2018). Dilatações menores que isso costumam aparecer nos laudos como "ectasia" da aorta e também merecem acompanhamento.

A aorta é a artéria que sai do coração e leva sangue para todo o corpo. No abdome, ela passa na frente da coluna e se divide, na altura do umbigo, nas duas artérias ilíacas que irrigam as pernas. Quando a parede da aorta enfraquece, a pressão do sangue faz com que ela se dilate progressivamente nesse segmento — como uma câmara de pneu que forma uma bolha. Quanto maior o diâmetro, mais fina e frágil a parede fica.

Receber o diagnóstico de aneurisma assusta. A boa notícia é que a grande maioria dos aneurismas é descoberta pequena e cresce lentamente — em média cerca de 2 mm por ano nos aneurismas menores, acelerando à medida que o diâmetro aumenta (AAFP 2022). Isso permite acompanhar com segurança por anos antes de qualquer cirurgia, quando ela chega a ser necessária.

O AAA é a forma mais comum de aneurisma de aorta. Estudos populacionais mostram prevalência de 1,2% a 3,3% em homens acima de 60 anos, e cerca de 1% em mulheres (USPSTF 2019; AAFP 2022). No Brasil, a diretriz da SBACV registra cerca de 38 mil mortes por ruptura de aneurisma de aorta abdominal entre 2000 e 2016 — a maioria em pessoas que não sabiam ter a doença (SBACV 2023). É esse cenário que o diagnóstico precoce busca evitar.

Quais são os sintomas do aneurisma da aorta abdominal?

Na grande maioria dos casos, o aneurisma da aorta abdominal não causa sintoma nenhum. Ele costuma ser descoberto por acaso, em um ultrassom ou tomografia feitos por outro motivo — e é por isso que o rastreamento com ultrassom é tão importante para quem tem fatores de risco.

Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Massa pulsátil no abdome — uma sensação de "coração batendo" perto do umbigo, mais perceptível em pessoas magras, deitadas;
  • Dor abdominal ou lombar persistente, contínua, que não melhora com mudança de posição;
  • Dor que irradia para as costas ou flancos.

Sinais de ruptura: emergência médica

A ruptura do aneurisma é uma emergência com risco de vida. Procure imediatamente um pronto-socorro (ou ligue 192) diante de:

  • dor abdominal ou lombar súbita, intensa e contínua;
  • palidez, suor frio, desmaio ou pressão muito baixa;
  • em quem já sabe ter aneurisma: qualquer dor abdominal nova e forte.

Um aneurisma que passa a doer, mesmo sem romper, também exige avaliação urgente com cirurgião vascular: dor nova é um dos critérios de indicação de cirurgia, independentemente do tamanho (SVS 2018; SBACV 2023).

O que causa o aneurisma? Fatores de risco

O aneurisma da aorta abdominal resulta de um enfraquecimento progressivo da parede arterial, ligado principalmente ao envelhecimento, ao tabagismo e à predisposição genética. Os fatores com maior peso, segundo a diretriz brasileira da SBACV (2023), são:

  • História familiar — ter pai, mãe ou irmão com aneurisma é o fator isolado mais forte (aumenta o risco em cerca de 9 a 10 vezes);
  • Sexo masculino — homens têm risco 4 a 8 vezes maior que mulheres;
  • Tabagismo — fumantes e ex-fumantes têm cerca de 3 vezes mais risco; estima-se que o cigarro responda por até 75% dos casos (AAFP 2022);
  • Idade acima de 65 anos;
  • Hipertensão arterial e doença coronariana.

Um dado que surpreende: diabetes não aumenta o risco de aneurisma — os estudos não mostram associação significativa (SBACV 2023). Isso não muda a importância de controlar o diabetes por todas as outras razões cardiovasculares.

O tabagismo, vale lembrar, também é o principal fator da doença arterial periférica — as doenças das artérias costumam andar juntas, e a avaliação vascular olha o conjunto.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal é feito por exame de imagem — o exame físico isolado não é suficiente, especialmente em pessoas com sobrepeso.

  • Ultrassom (ecografia) de aorta abdominal: é o exame de escolha para diagnóstico e acompanhamento. Simples, sem radiação, sem contraste e indolor: um gel é aplicado no abdome e o aparelho mede o diâmetro da aorta em poucos minutos.
  • Angiotomografia (angioTC): tomografia com contraste que mostra o aneurisma em detalhe tridimensional — forma, extensão, relação com as artérias renais e ilíacas. É o exame usado para planejar a cirurgia e escolher a técnica.
  • Angiorressonância: alternativa à tomografia em pacientes que não podem receber contraste iodado.

Quem deve fazer ultrassom de rastreamento?

O rastreamento identifica o aneurisma antes de qualquer sintoma — e é uma das recomendações mais bem estabelecidas da cirurgia vascular. Um único ultrassom de aorta é recomendado para:

  • Homens de 65 a 75 anos que fumam ou já fumaram — recomendação grau B da força-tarefa americana (USPSTF 2019);
  • Homens a partir de 65 anos, mesmo sem tabagismo, na diretriz brasileira (SBACV 2023, recomendação I-A);
  • Homens e mulheres de 65 a 75 anos com história familiar de aneurisma (SVS 2018; SBACV 2023);
  • Parentes de primeiro grau de quem tem aneurisma de aorta e portadores de aneurismas em outras artérias (como as poplíteas, atrás dos joelhos), com momento definido em avaliação individual (ESVS 2024).

Se você se encaixa em um desses grupos e nunca mediu sua aorta, converse com seu médico sobre um ultrassom de rastreamento. O exame é rápido e pode ser feito junto com outros check-ups.

Todo aneurisma precisa de cirurgia?

Não. Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório, e a resposta das diretrizes é clara: aneurismas pequenos não devem ser operados — devem ser acompanhados. Abaixo de 5,5 cm em homens e 5,0 cm em mulheres, o risco anual de ruptura é menor que o risco da cirurgia, e os grandes estudos mostram que operar cedo não traz benefício (ESVS 2024; SBACV 2023).

O acompanhamento é feito com ultrassom periódico, em intervalos definidos pelo tamanho do aneurisma (ESVS 2024):

Diâmetro do aneurismaIntervalo do ultrassom
3,0 a 3,9 cma cada 3 anos
4,0 a 4,9 cma cada 12 meses
5,0 a 5,4 cma cada 6 meses
Mulheres: a partir de 4,5 cma cada 6 meses

Durante o acompanhamento, o tratamento clínico reduz o risco cardiovascular e ajuda a frear o crescimento (ESVS 2024, recomendações Classe I):

  • Parar de fumar — a medida com maior evidência para reduzir a velocidade de crescimento do aneurisma;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Estatina (medicação para colesterol) e antiagregante plaquetário (medicação que inibe a formação de coágulos, como a aspirina), conforme prescrição médica, pelo risco cardiovascular associado;
  • Atividade física regular e alimentação saudável — exercício não é proibido; pelo contrário, é recomendado.

Nenhum medicamento, até hoje, comprovou reduzir o crescimento do aneurisma em si — quem faz esse papel é o acompanhamento correto e a cirurgia no momento certo (ESVS 2024).

Quando a cirurgia é indicada?

As diretrizes atuais indicam a correção eletiva quando pelo menos um destes critérios está presente:

  • Diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres (ESVS 2024; SVS 2018; SBACV 2023);
  • Crescimento rápido — mais de 0,5 cm em 6 meses (SVS 2018; SBACV 2023) ou 1 cm em 1 ano (NICE 2020);
  • Sintomas — aneurisma que passou a doer, independentemente do tamanho (SVS 2018; SBACV 2023).

O racional é objetivo: a partir de 5,5 cm, o risco anual de ruptura sobe de forma acentuada — de cerca de 3 a 15% ao ano na faixa de 5 a 6 cm para 20% ou mais acima de 7 cm (SVS 2018; AAFP 2022). A cirurgia eletiva, planejada, existe justamente para tratar o aneurisma antes que ele alcance essas faixas de risco. Explicamos os critérios em detalhe no artigo "Qual o tamanho de aneurisma que precisa operar?".

Quais são os tratamentos para o aneurisma da aorta abdominal?

Existem duas técnicas consolidadas para corrigir o aneurisma: a cirurgia endovascular (EVAR) e a cirurgia aberta convencional. As duas funcionam; a escolha depende da anatomia do aneurisma, da idade e das condições clínicas de cada paciente — e deve ser discutida individualmente com o cirurgião vascular.

Como é feita a cirurgia endovascular (EVAR)?

EVAR (do inglês endovascular aneurysm repair) é a correção do aneurisma por dentro da artéria, sem abrir o abdome. Por punções ou pequenas incisões na virilha, o cirurgião navega com cateteres até a aorta e implanta uma endoprótese — um tubo de tecido especial sustentado por uma malha metálica. O sangue passa a fluir por dentro da endoprótese, e o aneurisma, excluído da circulação, deixa de ser pressurizado.

  • Anestesia geral ou mesmo regional, conforme o caso;
  • Internação típica de 2 a 4 dias;
  • Retorno às atividades habituais em cerca de 1 a 2 semanas;
  • Mortalidade nos primeiros 30 dias em torno de 1,7%, menor que a da cirurgia aberta no mesmo período (estudo EVAR-1, Lancet 2004; metanálise de 4 ensaios randomizados, Br J Surg 2017).

As contrapartidas, com a mesma honestidade: a endoprótese exige acompanhamento com exames de imagem por toda a vida, porque pode ocorrer vazamento para dentro do saco aneurismático (endoleak) ou migração do dispositivo ao longo dos anos, com necessidade de reintervenção em parte dos pacientes. Há ainda riscos ligados às punções (hematoma, lesão das artérias de acesso) e ao contraste. E nem toda anatomia é adequada — o "colo" do aneurisma (segmento de aorta sadia abaixo das artérias renais) e as artérias de acesso precisam ter medidas compatíveis com as especificações do dispositivo (ESVS 2024).

Como é a cirurgia aberta?

Na cirurgia aberta, o cirurgião acessa a aorta por uma incisão no abdome e substitui o segmento dilatado por um enxerto de Dacron — um tubo de tecido sintético — costurado no lugar. É uma técnica com mais de 60 anos de resultados conhecidos.

  • Mortalidade nos primeiros 30 dias em torno de 4,7% nos estudos comparativos (EVAR-1, Lancet 2004);
  • Internação típica de 4 a 7 dias, parte em UTI;
  • Recuperação plena em 6 a 12 semanas;
  • Riscos principais do porte da operação: eventos cardíacos e pulmonares, isquemia intestinal e disfunção sexual, discutidos caso a caso na avaliação pré-operatória;
  • Em compensação: resultado muito duradouro, com muito menos necessidade de exames de seguimento e menos reintervenções tardias.

EVAR ou cirurgia aberta: qual é melhor?

Nenhuma das duas é "melhor" em abstrato — cada uma é melhor para um perfil de paciente. A comparação, com base nos ensaios clínicos randomizados (EVAR-1, DREAM, OVER, ACE) e nas diretrizes:

Endovascular (EVAR)Cirurgia aberta
Mortalidade em 30 dias~1,7%~4,7%
Sobrevida em longo prazo (15 anos)semelhantesemelhante
Internação2–4 dias4–7 dias
Recuperação1–2 semanas6–12 semanas
Seguimento com imagempor toda a vidamínimo
Reintervenções tardiasmais frequentesmenos frequentes
Exigência anatômicacolo e acessos adequadosquase qualquer anatomia

Fontes: EVAR-1, Lancet 2004; metanálise Br J Surg 2017; ESVS 2024.

A diretriz europeia ESVS 2024 recomenda a via endovascular como preferencial para a maioria dos pacientes com anatomia adequada, dentro das especificações do fabricante da endoprótese; a diretriz brasileira SBACV 2023 considera as duas vias aceitáveis, com preferência pelo EVAR pela menor mortalidade precoce. Há divergência honesta na literatura: a diretriz britânica NICE (2020) prefere a cirurgia aberta em pacientes de baixo risco cirúrgico, pela durabilidade — posição minoritária, mas que ilustra por que pacientes jovens e de baixo risco merecem discutir as duas opções. Essa é exatamente a conversa da consulta, com a angiotomografia na tela.

Como é a recuperação e o acompanhamento?

Após EVAR: alta em poucos dias, caminhando. Desconforto leve nas virilhas por alguns dias. Retorno a atividades leves em dias e às habituais em 1 a 2 semanas. O seguimento inclui angiotomografia no primeiro mês e depois exames de imagem periódicos — se tudo estiver bem, com intervalos progressivamente maiores, mas sem abandonar o acompanhamento (ESVS 2024). Faltar às revisões é o principal erro após um EVAR bem-sucedido.

Após cirurgia aberta: recuperação mais lenta nas primeiras semanas — evitar esforço abdominal e carga por cerca de 6 semanas. Depois de recuperado, o paciente costuma precisar de pouco seguimento de imagem.

Nos dois casos: manter o tratamento clínico (pressão, estatina, não fumar) e o acompanhamento com o cirurgião vascular. Os tempos acima são faixas típicas relatadas em séries e materiais hospitalares — o seu caso é individualizado na consulta.

Quem tem aneurisma pode fazer exercício e ter vida normal?

Pode — e deve. A diretriz europeia ESVS 2024 é explícita: não há indicação de restringir atividade física nem atividade sexual em quem tem aneurisma da aorta abdominal. A ideia de que um esforço "estoura" o aneurisma é um mito; o que determina o risco de ruptura é o diâmetro e a velocidade de crescimento, não o exercício. Atividade física regular é, inclusive, recomendada como parte do controle cardiovascular.

Viagens, trabalho e rotina normal estão liberados para a imensa maioria dos pacientes em acompanhamento. Casos específicos (aneurismas grandes aguardando cirurgia, profissões de esforço extremo) merecem orientação individualizada na consulta.

Quando procurar um cirurgião vascular?

Procure avaliação especializada se:

  • um exame de imagem mostrou qualquer dilatação da aorta (mesmo "ectasia" ou aorta "no limite superior");
  • você tem 65 anos ou mais e fumou, e nunca fez ultrassom da aorta;
  • você tem pai, mãe ou irmão com aneurisma de aorta;
  • você já tem diagnóstico de aneurisma e quer uma segunda opinião sobre acompanhar ou operar;
  • você tem aneurisma e apareceu dor abdominal ou lombar nova (nesse caso, com urgência).

O cirurgião vascular é o especialista que conduz desde o acompanhamento do aneurisma pequeno até a cirurgia — a mesma equipe que decide se e quando operar é a que domina como operar pelas duas técnicas.

Tratamento do aneurisma da aorta abdominal em São Paulo

A Clínica Endovascular São Paulo realiza o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento endovascular e aberto do aneurisma da aorta abdominal, com equipe de cirurgiões vasculares titulados e atuação em hospitais parceiros em São Paulo. O planejamento é feito caso a caso, com angiotomografia e discussão transparente das opções — incluindo a opção de não operar e acompanhar.

A clínica atende os convênios Omint Premium, SulAmérica Executivo e SulAmérica Prestige, além de pacientes particulares. Conheça também nosso centro de tratamento de aneurismas.

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Sobre o autor

Prof. Dr. Igor Rafael Sincos é cirurgião vascular e endovascular, Doutor e Pós-Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), com fellowship em Harvard Medical School. Médico — CRM-SP 117.876 · Cirurgia Vascular RQE 126.825 · Cirurgia Endovascular RQE 132.643. Atua no diagnóstico e tratamento de doenças da aorta em São Paulo.

Referências

  1. Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on the Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024.
  2. Chaikof EL, et al. SVS practice guidelines on the care of patients with an abdominal aortic aneurysm. J Vasc Surg. 2018.
  3. Diretrizes da SBACV — Aneurisma da aorta abdominal. J Vasc Bras. 2023.
  4. USPSTF. Screening for Abdominal Aortic Aneurysm: Recommendation Statement. 2019.
  5. NICE. Abdominal aortic aneurysm: diagnosis and management (NG156). 2020.
  6. EVAR trial participants. Comparison of endovascular aneurysm repair with open repair (EVAR-1), 30-day operative mortality. Lancet. 2004.
  7. Powell JT, et al. Meta-analysis of individual-patient data from EVAR-1, DREAM, OVER and ACE trials. Br J Surg. 2017.
  8. AAFP. Abdominal Aortic Aneurysm. Am Fam Physician. 2022.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Publicado e revisado em 18 de agosto de 2026.

FAQ

Perguntas frequentes

Tem tratamento definitivo. A cirurgia — endovascular ou aberta — exclui o aneurisma da circulação e reduz drasticamente o risco de ruptura. Após o tratamento, o paciente mantém acompanhamento periódico justamente para conservar esse resultado, e leva vida normal.

Em geral, a partir de 5,5 cm em homens e 5,0 cm em mulheres, segundo as diretrizes atuais (ESVS 2024; SBACV 2023). Crescimento rápido (mais de 0,5 cm em 6 meses) ou dor também indicam cirurgia, independentemente do tamanho.

Aneurismas crescem em média cerca de 2 mm por ano quando pequenos, e a velocidade tende a aumentar com o diâmetro — mas alguns ficam estáveis por anos. Por isso o acompanhamento com ultrassom em intervalos definidos pelo tamanho é a conduta recomendada, e parar de fumar é a medida que mais reduz o crescimento.

Não há evidência disso. A diretriz europeia ESVS 2024 orienta expressamente não restringir exercício nem atividade sexual. O risco de ruptura depende do diâmetro do aneurisma, não do esforço.

A ruptura é gravíssima: a mortalidade global chega a cerca de 80%, e muitos pacientes não chegam ao hospital. É por isso que o objetivo de todo o acompanhamento é operar eletivamente, de forma planejada, antes que a ruptura seja uma possibilidade real.

Os dispositivos atuais têm boa durabilidade, mas exigem vigilância com exames de imagem por toda a vida, porque uma parte dos pacientes pode precisar de ajustes ou reintervenções ao longo dos anos. Com acompanhamento correto, problemas são detectados e tratados precocemente.

Há forte componente familiar: ter parente de primeiro grau com aneurisma aumenta o risco em cerca de 9 a 10 vezes. Por isso, filhos e irmãos de portadores devem fazer ultrassom de rastreamento, com o momento certo definido em avaliação com o cirurgião vascular.

A correção do aneurisma da aorta abdominal, incluindo a técnica endovascular, é um procedimento consolidado no sistema de saúde brasileiro. A cobertura de cada caso depende do plano e da indicação médica; nossa equipe orienta o processo de autorização junto ao convênio.

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