Tratamento complementar · Ecossistema

Oxigenoterapia hiperbárica para feridas e doenças vasculares

A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento em que o paciente respira oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada, o que aumenta muito a quantidade de oxigênio dissolvida no sangue e disponível para os tecidos. Na medicina vascular, ela é um tratamento complementar: ajuda a cicatrizar feridas complexas, pé diabético e lesões pós-operatórias em casos selecionados. Não substitui a correção da circulação — quando há obstrução arterial ou refluxo venoso, é isso que precisa ser tratado primeiro.

Revisado por Prof. Dr. Igor Rafael Sincos — Médico | CRM-SP 117.876 | Cirurgia Vascular RQE 126.825 | Cirurgia Endovascular RQE 132.643 · Publicado e atualizado em 21 de agosto de 2026

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Como a hiperbárica ajuda na cicatrização

O Prof. Dr. Igor Sincos explica o mecanismo do tratamento e em que situações ele é indicado para pacientes vasculares.

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Como funciona a oxigenoterapia hiperbárica?

Em condições normais, o oxigênio é transportado quase todo pela hemoglobina das hemácias. Dentro da câmara hiperbárica, o paciente respira oxigênio puro sob pressão maior que a atmosférica — e isso faz uma quantidade muito maior de oxigênio se dissolver diretamente no plasma, chegando a tecidos que a circulação normal alcança com dificuldade.

Em uma ferida que não cicatriza, essa oferta extra de oxigênio favorece processos que dependem dele: a formação de colágeno, o crescimento de novos vasos e a ação das células de defesa contra infecção.

Quando ela é indicada em pacientes vasculares?

  • Feridas crônicas que não cicatrizam apesar do tratamento adequado da causa;
  • Pé diabético com lesão de difícil cicatrização, dentro de um plano que inclui controle glicêmico e avaliação da circulação;
  • Retalhos e enxertos em risco, ou áreas operadas com cicatrização comprometida;
  • Lesões por radioterapia em tecidos previamente irradiados;
  • Infecções graves de partes moles, como terapia adjuvante ao tratamento cirúrgico e antibiótico.

O que a hiperbárica não faz

Ela não desentope artéria nem corrige refluxo venoso. Se a ferida não fecha porque falta circulação, o tratamento decisivo é restabelecer o fluxo — por angioplastia, cirurgia ou tratamento venoso. A hiperbárica entra como complemento, e é justamente por isso que a indicação precisa partir de quem avaliou a circulação.

Por que fazer com uma equipe vascular por trás?

A maior parte das feridas que chegam à câmara hiperbárica tem causa circulatória. Quando a indicação vem de uma equipe que investigou a circulação com ultrassom Doppler e, se necessário, tratou a obstrução arterial ou o refluxo venoso antes, o tratamento entra no momento certo — e não como tentativa isolada.

É o que acontece no nosso caso: a avaliação e a indicação são feitas pela equipe da Clínica Endovascular São Paulo, e as sessões acontecem na Oxy Prime, no mesmo endereço — Av. República do Líbano, 577. O paciente não precisa se deslocar entre serviços, e a equipe que trata a circulação acompanha a evolução da cicatrização.

Como começa o tratamento?

  • Avaliação vascular com exame clínico e ultrassom Doppler quando indicado, para entender a causa da ferida;
  • Tratamento da causa circulatória, se houver obstrução ou refluxo;
  • Indicação da hiperbárica com protocolo definido para o seu caso, e relatório para o convênio;
  • Sessões na Oxy Prime, com reavaliação periódica da ferida pela equipe vascular.

Veja também nossa página sobre úlceras e feridas vasculares e sobre doença arterial periférica.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. A oxigenoterapia hiperbárica tem indicações e contraindicações específicas, avaliadas individualmente. Publicado em 21 de agosto de 2026.

FAQ

Perguntas frequentes

Não. Ela é um tratamento complementar. Se a ferida não cicatriza porque falta sangue chegando à perna (obstrução arterial) ou porque o sangue não retorna (refluxo venoso), é essa causa que precisa ser corrigida — com angioplastia, cirurgia ou tratamento venoso. A hiperbárica potencializa a cicatrização depois que a circulação está adequada, ou em situações específicas definidas pela avaliação.

Varia conforme a indicação e a resposta de cada paciente. Protocolos para feridas complexas costumam envolver sessões diárias por várias semanas. O número exato é definido na avaliação e reavaliado ao longo do tratamento — desconfie de quem promete um número fixo antes de examinar.

O paciente fica deitado ou sentado dentro da câmara, respirando normalmente, por cerca de 90 a 120 minutos. A sensação mais comum é a pressão nos ouvidos durante a compressão e a descompressão, semelhante à de um avião — a equipe orienta manobras simples para equalizar. É possível conversar com a equipe durante toda a sessão.

Existem contraindicações que precisam ser avaliadas antes, como pneumotórax não tratado, algumas doenças pulmonares, certos medicamentos e situações otológicas. Por isso o tratamento exige avaliação médica prévia e não é indicado por conta própria.

A oxigenoterapia hiperbárica tem indicações reconhecidas e a cobertura depende do plano e do diagnóstico documentado. Nossa equipe avalia o caso, emite o relatório com a indicação e orienta o processo de autorização.

Na Oxy Prime, no mesmo endereço da Clínica Endovascular São Paulo — Av. República do Líbano, 577. A indicação e o acompanhamento clínico são feitos pela nossa equipe vascular, em conjunto com a equipe da medicina hiperbárica.

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