Endovascular São Paulo
Embolia pulmonar

Embolia pulmonar: sintomas, diagnóstico e tratamento, do anticoagulante ao cateter

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Embolia pulmonar é a obstrução de uma artéria do pulmão por um coágulo, quase sempre vindo de uma trombose nas veias das pernas. Pode sobrecarregar o coração e é uma emergência médica: falta de ar súbita, dor no peito ou desmaio exigem atendimento imediato pelo 192 (diretriz AHA/ACC, 2026).

Numa revisão de 15 estudos de seguimento, cerca de 3 em cada 100 pessoas que tiveram embolia pulmonar desenvolveram hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (3,13%), uma sequela que pede acompanhamento depois da fase aguda (Zhang e col., Journal of Thoracic Disease, 2018).

Buscamos sempre por metodologia inovadora e minimamente invasiva, com evidência científica robusta.

  • Anticoagulação como base, cateter quando indicado. A estratégia segue a gravidade de cada caso e o risco de sangramento, pelas diretrizes AHA/ACC 2026 e ESC 2019.
  • Técnicas por cateter na mesma equipe: trombectomia por aspiração e trombólise assistida por ultrassom, pela punção de uma veia, em casos selecionados.
  • Filtro de veia cava só quando o anticoagulante não pode ser usado, com plano de retirada desde o implante.
  • Acompanhamento depois da alta, com atenção à falta de ar persistente e à hipertensão pulmonar crônica.
  • Procedimentos em hospitais como Albert Einstein, Vila Nova Star, Sírio-Libanês, Samaritano e São Camilo.
  • Clínica de alto padrão em frente ao Parque Ibirapuera.
• Diretrizes 2019 a 2026• Anticoagulação e cateter• Acompanhamento depois da alta

Revisado por Prof. Dr. Igor Rafael Sincos · CRM-SP 117.876 · Cirurgia Vascular – RQE 52745 · Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular – RQE 527451 · Publicado em 1º de novembro de 2026

192

Falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio? Não espere a consulta: ligue 192.

O que é embolia pulmonar?

Embolia pulmonar é a obstrução de uma ou mais artérias do pulmão por um coágulo. Na maior parte dos casos, ele se forma numa veia profunda da perna (a trombose venosa profunda), se solta e viaja pela circulação até o pulmão. Trombose e embolia são, por isso, duas faces da mesma doença: o tromboembolismo venoso.

O efeito depende do tamanho do coágulo e de quanto ele bloqueia. Coágulos pequenos podem dar poucos sintomas. Coágulos maiores sobrecarregam o lado direito do coração, que precisa empurrar o sangue contra a obstrução, e é isso que torna alguns casos graves. A trombose na perna, os sintomas dela e a prevenção estão na página de trombose.

Quais são os sintomas e quando ligar 192?

Os sinais mais comuns são:

  • falta de ar que começa de repente ou piora rápido;
  • dor no peito que piora ao respirar fundo;
  • coração acelerado;
  • tosse, às vezes com sangue;
  • tontura ou desmaio;
  • inchaço e dor em uma perna, quando a origem é uma trombose.

Falta de ar súbita, dor no peito ou desmaio são emergência. Ligue 192 (SAMU) ou vá a um pronto-socorro. Não marque consulta e não espere o sintoma passar.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico segue etapas, para não expor ninguém a exame desnecessário:

  1. Probabilidade clínica. O médico estima a chance de embolia com escores validados (Wells, Genebra), a partir dos sintomas e do histórico.
  2. D-dímero. Exame de sangue útil para descartar embolia quando a probabilidade é baixa ou intermediária. O resultado normal praticamente afasta o diagnóstico; o resultado alto, sozinho, não confirma nada, porque sobe também com a idade, na gravidez, depois de cirurgias e em infecções.
  3. Angiotomografia do tórax. É o exame que confirma o diagnóstico na maioria dos casos. Quando o contraste não pode ser usado, a cintilografia pulmonar é a alternativa.
  4. Ecocardiograma e exames de sangue (troponina, BNP) avaliam o esforço do coração e ajudam a definir a gravidade.
  5. Ultrassom Doppler das pernas procura a trombose de origem.

Fonte: diretrizes ESC 2019 e AHA/ACC 2026.

Gravidade: como se define o risco de cada caso

O tratamento depende menos do tamanho do coágulo na tomografia e mais de como o coração e a pressão estão reagindo. A diretriz europeia separa os casos em:

  • Alto risco: pressão baixa ou choque. É a forma mais grave e pede desobstrução imediata do pulmão.
  • Risco intermediário: pressão normal, mas sinais de sobrecarga do coração no exame de imagem e/ou alteração da troponina. Pede internação e vigilância, porque parte desses pacientes pode piorar nos primeiros dias.
  • Baixo risco: pressão normal e coração sem sobrecarga. Em casos selecionados, o tratamento pode ser feito em casa, com anticoagulante e acompanhamento próximo.

Anticoagulação: a base do tratamento

O tratamento central da embolia pulmonar é o anticoagulante. Ele não "derrete" o coágulo que já está lá: impede que cresça e que novos se formem, enquanto o próprio organismo vai dissolvendo o que ficou. Isso vale para todos os níveis de risco.

Em geral, o anticoagulante é mantido por pelo menos três meses. A duração final depende da causa: uma embolia ligada a uma cirurgia, por exemplo, é tratada de forma diferente de uma sem causa aparente ou ligada a câncer. Essa decisão é revista em consulta.

Quando o tratamento por cateter entra em cena

Para a maioria dos pacientes, o anticoagulante basta. Em casos selecionados, sobretudo quando o coração está sobrecarregado ou o paciente piora, a equipe pode desobstruir a artéria do pulmão. As opções são:

  • Trombólise sistêmica. Remédio que dissolve o coágulo, aplicado na veia. Funciona, mas aumenta o risco de sangramento grave. No estudo PEITHO (1.005 pacientes de risco intermediário), o trombolítico somado à heparina reduziu morte ou colapso circulatório em 7 dias de 5,6% para 2,6%. A mortalidade em 7 dias não foi diferente (1,2% contra 1,8%), e o sangramento grave fora do crânio foi maior (6,3% contra 1,2%), assim como o AVC (2,4% contra 0,2%) (Meyer e col., NEJM, 2014). Por isso, em pressão normal, ele fica reservado para quem piora.
  • Trombectomia por aspiração. Um cateter chega à artéria do pulmão pela punção de uma veia e retira o coágulo por sucção, sem trombolítico. No estudo PEERLESS (550 pacientes de risco intermediário), a aspiração com cateter de grosso calibre foi comparada à trombólise por cateter. O desfecho principal combinado foi favorável à aspiração, puxado por menos piora clínica (1,8% contra 5,4%) e menos uso de UTI. Morte, sangramento grave e hemorragia cerebral não foram diferentes entre os grupos (Jaber e col., Circulation, 2024). O estudo foi patrocinado pela Inari Medical, fabricante do dispositivo de aspiração testado.
  • Trombólise assistida por ultrassom (sistema EKOS). Um cateter posicionado no coágulo libera uma dose menor de trombolítico e emite ultrassom para facilitar a ação do remédio. O ensaio HI-PEITHO compara essa técnica somada ao anticoagulante com o anticoagulante sozinho em pacientes de risco intermediário-alto (desenho do estudo: Klok e col., Am Heart J, 2022).
  • Cirurgia (embolectomia). Reservada a casos graves em que as outras opções não são possíveis.

A escolha considera a gravidade, o risco de sangramento e a experiência da equipe. Nenhuma técnica é a melhor para todos.

Embolia pulmonar: como o cateter pode retirar o coágulo53 segundos, com legendaMúsica: “This Too Shall Pass”, Scott Buckley (CC BY 4.0)

Filtro de veia cava: para poucos casos

O filtro de veia cava é um pequeno dispositivo colocado na veia que leva o sangue das pernas ao coração, para reter coágulos no caminho. Ele não trata a embolia nem substitui o anticoagulante. É indicado quando o anticoagulante não pode ser usado, por exemplo por sangramento ativo, e deve ser retirado assim que deixar de ser necessário. Mais em filtro de veia cava.

Depois da alta: acompanhamento e sequelas

A maioria das pessoas se recupera bem. Uma parte, porém, continua com falta de ar ou cansaço meses depois.

  • Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC): o coágulo não se dissolve por completo, vira uma cicatriz na artéria e aumenta a pressão no pulmão. Numa revisão de 15 estudos, ocorreu em cerca de 3 em cada 100 pacientes (3,13%) (Zhang e col., 2018). Tem tratamento específico, por isso falta de ar que persiste além de três meses merece investigação.
  • Síndrome pós-embolia pulmonar: limitação para esforço e falta de ar sem hipertensão pulmonar.
  • Prevenção de novo episódio: duração certa do anticoagulante, atenção a viagens longas, cirurgias e uso de hormônio, e investigação da causa quando indicada.

Tratamento da embolia pulmonar em São Paulo

A Clínica Endovascular São Paulo acompanha pacientes com trombose e embolia pulmonar, da investigação da causa ao seguimento depois da alta. Nos casos que pedem tratamento por cateter, os procedimentos são feitos em hospitais como Albert Einstein, Vila Nova Star, Sírio-Libanês, Samaritano e São Camilo. A clínica atende Omint Premium, SulAmérica Executivo e SulAmérica Prestige.

Na fase aguda, o primeiro atendimento é sempre no pronto-socorro.

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Revisão médica

Conteúdo revisado por Prof. Dr. Igor Rafael Sincos · CRM-SP 117.876 · Cirurgia Vascular – RQE 52745 · Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular – RQE 527451. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

FAQ

Perguntas frequentes

Na maioria dos casos, sim: com o anticoagulante, o organismo dissolve o coágulo ao longo de semanas a meses. Uma parte dos pacientes fica com sequelas, como falta de ar persistente, e por isso o acompanhamento depois da alta importa.

A trombose é o coágulo na veia, geralmente da perna. A embolia acontece quando parte desse coágulo se solta e chega ao pulmão. São etapas da mesma doença.

Não. O anticoagulante é o tratamento da grande maioria. O cateter é considerado em casos selecionados, conforme a sobrecarga do coração, a piora clínica e o risco de sangramento.

Não. O D-dímero sobe em várias situações, como idade, gravidez, cirurgia e infecção. Ele é mais útil para afastar o diagnóstico quando vem normal e a suspeita é baixa.

Em geral, pelo menos três meses. A duração final depende da causa da embolia e do risco de repetir, e é revista em consulta.

Em casos de baixo risco, selecionados pelo médico, o tratamento pode começar em casa com acompanhamento próximo. Os demais precisam de internação.

É um dispositivo que retém coágulos na veia cava. Só é indicado quando o anticoagulante não pode ser usado, e deve ser retirado quando deixar de ser necessário.

Falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio. Ligue 192.

Depoimentos

Quem confia na Endovascular SP

Avaliações publicadas por pacientes no Google, sobre a experiência de atendimento na clínica.

Atendimento profissional e personalizado. Instalações ótimas com equipamentos de qualidade. Recomendo.

Sandro B.

Google · 08/2026
Clínica excelente em todos os quesitos: competência médica, pessoal educado e gentil, ambiente agradável e muito confortável!

Maria Angelica C.

Google · 06/2026
Impossível ser menos que 5 estrelas. A clínica é completa. Excelentes profissionais.

Lucia M.

Google · 10/2025
Desde o início, encontrei no Dr. Igor e em sua equipe aquilo que esperamos encontrar quando nossa saúde está verdadeiramente em jogo: enorme competência técnica, segurança nas decisões e, acima de tudo, humanidade.

Amauri A.

Google · 08/2026

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