Perguntas e Respostas

Perguntas e Respostas

1) Se eu tenho um caso de Aneurisma na família, preciso me prevenir?

A doença aneurismática da aorta não tem uma alteração genética específica. No entanto, a história familiar é muitas vezes fortemente positiva. Portanto, indicamos aos nossos pacientes que tenham um parente de primeiro grau com história de aneurisma, que realizem a pesquisa com ultrassom de abdômen a partir dos 45 anos, principalmente para os tabagistas.

Algumas doenças genética, como a Síndrome de Marfan, estão fortemente relacionadas aos aneurismas, e necessitam de uma atenção especial. A idade é fator importante para o desenvolvimento de aneurismas, tanto em homens como em mulheres. O colesterol elevado, a pressão alta, o tabagismo e as doenças pulmonares também são fatores associados.

Confira o Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6n_Ij3rmyY4&feature=related

Mais informações: Aneurisma

É importante sempre consultar o seu médico para o melhor esclarecimento das dúvidas em relação ao tratamento mais adequado para as doenças vasculares.

Outras perguntas de Aneurisma da Aorta Abdominal – AAA

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Esta artéria tem origem no coração, fornece ramos que levam o sangue para o segmento cefálico e membros superiores, atravessa o tórax e adentra o abdômen, sendo responsável também pela irrigação dos órgãos abdominais e dos membros inferiores.

No seu segmento abdominal, a aorta pode sofrer dilatação progressiva da sua parede e, se não for diagnosticada e devidamente tratada, pode continuar a dilatar e eventualmente sofrer ruptura, causando sangramento grave e levar o paciente a óbito.

Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento do aneurisma da aorta abdominal, além de alterações próprias na parede da aorta. São eles: idade maior que 60 anos, sexo masculino, hipertensão arterial, tabagismo, história familiar de aneurisma da aorta abdominal, história de doença arterial periférica e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Em geral, os aneurismas da aorta abdominal são silenciosos, não causam sintomas, sendo descobertos durante investigação para outros problemas de saúde. Alguns pacientes podem referir sensação de pulsatilidade no abdômen (“doutor, eu tenho um coração batendo na barriga”), outros podem se queixar de dores nas costas e, raramente, se queixam de dores ou alterações nos membros inferiores.

Outra complicação grave do aneurisma da aorta abdominal é o desprendimento de fragmentos de dentro do aneurisma. Esses fragmentos podem causar obstrução em pontos distantes da circulação, provocando dor e a possibilidade de perda do membro comprometido pela obstrução.

Pessoas com mais de 60 anos e com fatores de risco devem ser avaliadas por um Cirurgião Vascular para rastreamento, orientações e tratamento do aneurisma da aorta abdominal. Isso porque, dependendo do tamanho do aneurisma, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para correção do AAA. O aneurisma da aorta abdominal é uma doença grave, que quando não tratada adequadamente, pode levar o paciente à morte. Mas quando identificada precocemente pode ser acompanhada e tratada adequadamente, impedindo a complicação mais grave da doença, que é a sua ruptura.

2) Quais os tipos de tratamento para doença da carótida?

O tipo de tratamento da obstrução da carótida depende do quadro clínico e do grau de estenose. Muitas vezes, apenas o tratamento com medicação e acompanhamento estão indicados. O tratamento cirúrgico convencional é a Endarterectomia de Carótida, que consiste na retirada cirúrgica da placa de aterosclerose (gordura) para restabelecer o fluxo normal de sangue.

Confira o Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=lQJv-vuJ7os

A técnica endovascular é minimamente invasiva, e consiste na utilização de stents e balões para o tratamento da estenose carotídea. O stent é uma endoprótese semelhante à usada na angioplastia de coronária, que tem a finalidade de desobstruir o fluxo sanguíneo para o cérebro. Durante a implantação do stent, um filtro de proteção cerebral deve ser utilizado. A Angioplastia é realizada com anestesia local sem incisão cirúrgica, e a estenose é desobstruída com delicados cateteres e balões de angioplastia.

A melhor técnica é definida conforme indicações clínicas e anatômicas. A técnica consagrada é a cirurgia convencional, no entanto alguns pacientes têm indicação de angioplastia com stent. A decisão deve ser realizada por uma Equipe Médica treinada nas duas técnicas, após estudo minucioso do caso.

Para saber mais acesse: Estenose Carotídea

É importante sempre consultar o seu médico para o melhor esclarecimento das dúvidas em relação ao tratamento mais adequado para as doenças vasculares.

Outras perguntas sobre AVC e estenose de carótida:

As artérias transportam o sangue rico em oxigênio do coração para todas as partes do corpo humano. As artérias carótidas são as responsáveis pela condução do sangue do coração, através do pescoço, para o cérebro.

As artérias sadias não apresentam obstrução e permitem fluxo adequado de sangue para o cérebro, fornecendo oxigênio e nutrientes para o bom funcionamento das células cerebrais. Conforme ocorre o envelhecimento, as carótidas podem sofrer o processo da Aterosclerose, que consiste em doença crônica e inflamatória da parede das artérias, com formação de placas de gordura que gradativamente causam obstrução ao fluxo sanguíneo.

Existem outros fatores de risco que aumentam a chance de ocorrer um acidente vascular cerebral: idade avançada, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, altos níveis sanguíneos de colesterol, obesidade, sedentarismo e história familiar de aterosclerose.

Quando ocorre progressão da placa, pode ocorrer obstrução das carótidas e limitação do fluxo adequado para o cérebro. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ocorrer em decorrência da obstrução do fluxo cerebral ou quando pequenos fragmentos se desprendem da placa e obstruem as artérias dentro do cérebro. A gravidade do AVC pode variar desde déficits leves até quadros graves que levam o paciente ao óbito.

Nos estágios iniciais da doença das artérias carótidas pode não ocorrer sintomas, e em parte dos pacientes o AVC é a primeira apresentação. Porém, ocorrem frequentemente manifestações prévias a um acidente vascular cerebral. São os chamados Ataques Isquêmicos Transitórios, cujos sinais e sintomas duram de poucos minutos a algumas horas, com recuperação completa antes de 24 horas. Devem ser encarados como eventos graves, que necessitam de investigação e tratamento adequado para evitar um acidente vascular cerebral definitivo.

São sintomas de AVC: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, incapacidade de controlar os movimentos de parte do corpo, perda súbita da visão em um olho ou visão turva súbita em um olho, dificuldade para falar ou compreender o que os outros estão dizendo, tonturas e confusão mental.

A doença das artérias carótidas é doença que pode ser tratada e o seu tratamento previne complicações graves como o acidente vascular cerebral. Pessoas com mais de 60 anos e fatores de risco devem ser avaliadas por um Cirurgião Vascular para rastreamento, orientações e tratamento da doença das artérias carótidas. Para mais informações, entre em contato e tire suas dúvidas.

3) Quais são os tipos de tratamentos existentes hoje para úlcera venosa?

As úlceras venosas são causadas por problemas na circulação das veias dos membros inferiores. Quando estas não funcionam adequadamente, acarretam no acúmulo de líquido, em baixo de teor de oxigênio e de nutrientes para os tecidos, o que causa a formação de feridas e dificulta a cicatrização. Desta forma, para o tratamento da ferida, inicialmente deve ser realizado o tratamento da causa básica, isto é, da doença venosa.

Desbridamento cirúrgico e drenagem são necessários na presença de necrose e infecção. Curativos especiais são muitas vezes necessários. Nas úlceras venosas, o tratamento cirúrgico de varizes é de fundamental importância para aceleração do processo de cicatrização e prevenção de recidivas.

A cirurgia de varizes pode ser realizada pela técnica tradicional (stripping) ou pelo procedimento de radiofrequência de varizes ou LASER (Site de EndovascularSP: Radiofrequência). Após a realização da cirurgia das veias causadoras da ferida, inicia-se o tratamento da ferida. Este depende do tamanho e profundidade da lesão. Pode ser utilizado a bota de UNNA, terapia com curativo com pressão negativa ou curativos especiais embebidos com substâncias específicas.

Para saber mais sobre o tratamento das feridas vasculares e das varizes:

Varizes
Radiofrequência
Feridas e Úlceras Venosas

É importante sempre consultar o seu médico para o melhor esclarecimento das dúvidas em relação ao tratamento mais adequado para as doenças vasculares.

4) Como se desenvolve a obstrução arterial dos membros?

A obstrução arterial crônica dos membros é resultado do estreitamento e oclusões dos vasos sanguíneos arteriais. É constantemente confundida com outras doenças, e quando não diagnosticada e tratada corretamente pode progredir e levar a perda de membros em 5-7% dos casos.

A aterosclerose é a principal causa de obstrução arterial periférica. Essas placas de gorduras se desenvolvem nas artérias lentamente durante vários anos, e quando causam sintomas, esses podem ser bem graves.

Os fatores de riso são: Diabetes; Tabagismo; Pressão Alta; Colesterol elevado; Obesidade; Sedentarismo e antecedentes de doença coronariana. O primeiro sintoma e principal alerta é chamado de Claudicação Intermitente. A claudicação intermitente é uma dor em panturrilhas e coxas, relacionada ao exercício. O paciente refere-se à dor e câimbras ao executar uma caminhada ou subir um lance de escada. Classicamente essa dor melhora rapidamente com o cessar do exercício.

Para saber mais acesse: obstrução arterial dos membros.

Confira o Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=XLaSCJsEsLc&feature=relmfu

É importante sempre consultar o seu médico para o melhor esclarecimento das dúvidas em relação ao tratamento mais adequado para as doenças vasculares.

5. Varizes de Membros Inferiores

Perguntas sobre Varizes nos membros inferiores:

São veias que gradativamente tornaram-se dilatadas, alongadas e tortuosas, de cor azulada ou esverdeada, que aparecem geralmente nas pernas. Em alguns casos, as varizes incomodam apenas pelo aspecto estético, mas algumas pessoas podem experimentar sintomas como dor, peso e cansaço nas pernas, principalmente no fim do dia, nos períodos mais quentes do ano e, para as mulheres, durante o período menstrual. Podem ainda ocorrer complicações mais sérias nos casos mais graves.

A circulação do sangue começa no coração, de onde parte o sangue rico em oxigênio pelas artérias e é distribuído para todo o corpo. As veias têm a função de trazer o sangue agora pobre em oxigênio e rico em gás carbônico de volta para o coração, para que ele seja encaminhado aos pulmões para ser oxigenado e assim retornar ao coração para iniciar um novo ciclo cardíaco.

As veias funcionam contra a gravidade, e para vencer essa resistência, elas são providas de válvulas que impedem o retorno ou refluxo do sangue. Com o auxílio da contração dos músculos da panturrilha, o sangue é ejetado em direção ao coração. Quando as válvulas venosas não conseguem desempenhar a sua função, o sangue tende a refluir e dilatar as veias abaixo desta válvula incompetente e, dessa forma, aparecem as varizes.

São vários fatores que favorecem a formação de varizes, sendo a hereditariedade, ou seja, o fator genético, o mais importante. O sexo feminino é mais acometido por varizes, assim como as pessoas com obesidade ou sedentárias, pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas, mulheres no período da gestação e que fazem uso de hormônios (anticoncepcionais e reposição hormonal). Todos esses fatores, quando associados à característica genética, favorecem a formação de varizes.

Além do desconforto estético, a pessoa com varizes pode experimentar dores, sensação de peso e cansaço nas pernas. Outros podem se queixar de inchaço nos tornozelos ao final do dia. Nas mulheres, as queixas podem ser exacerbadas durante o período menstrual. Nos casos mais graves, podem ocorrer alterações na coloração da pele, a pele pode se tornar mais escura e espessa, com facilidade para machucar e propensão a infecções (conhecida como erisipela). Nos casos graves, as ulcerações de difícil cicatrização são as complicações mais temidas.

Varizes superficiais podem ser facilmente reconhecidas observando-se a pessoa em pé. O tratamento mais comum é a remoção cirúrgica das veias comprometidas. O cirurgião faz diversas microincisões, retira as varizes e protege a(s) perna(s) com bandagens. O procedimento cirúrgico é rápido, o tempo de hospitalização é curto e a recuperação em casa pode durar desde alguns dias até algumas semanas.

Nos casos de microvarizes superficiais, é possível injetar substâncias para destruir as microvarizes a fim de que não mais conduzam sangue. Esse procedimento não é indicado para o tratamento de varizes maiores nem para aquelas localizadas em veias profundas.

Seja qual for o tratamento adotado, é recomendável caminhar precocemente para estimular a circulação do sangue e o crescimento de novos vasos saudáveis.

Cirurgia de Varizes – A cirurgia de varizes, tanto as grandes como as pequenas (microvarizes), é realizada em ambiente hospitalar e obedece às mesmas regras de segurança de qualquer outra cirurgia. Método convencional, a cirurgia é feita com microagulhas que removem as varizes e a recuperação pode ser entre 5 e 7 dias.

Anestesia – A cirurgia pode ser feita com anestesia local ou bloqueio espinhal, dependendo do porte da cirurgia.

Recuperação da cirurgia em 3 a 7 dias: a paciente recebe alta no mesmo dia ou no seguinte, dependendo do porte da cirurgia. Após a cirurgia, deve-se usar meias elásticas prescritas pelo Cirurgião Vascular e seguir as orientações específicas. Depois de realizar o procedimento cirúrgico, seguir corretamente os cuidados pós-operatórios assegura um resultado satisfatório. O retorno à atividade normal diária ocorre muito rapidamente.

O Acompanhamento: no pós-operatório, deve-se retornar ao consultório médico na 1ª semana e após 1 mês da cirurgia para que o especialista possa avaliar os resultados da cirurgia. Depois, o retorno deve ser ao menos 2 vezes por ano para que possa ser realizada a avaliação e as orientações sobre a prevenção contra as varizes.

Tratamentos Estéticos – Para realização de depilação, massagem relaxante, drenagem linfática, entre outros, deve-se aguardar um período mínimo para evitar problemas na circulação. Para saber o período mínimo indicado converse com seu médico, pois os intervalos variam de acordo com o porte da cirurgia realizada. Não tome nenhuma atitude duvidosa sem orientações de um Cirurgião Vascular.

Fale com a Clínica Endovascular SP!