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Dores pélvicas? Pode ser um sintoma de Síndrome de Quebra-nozes

síndrome de quebra nozes

Essa síndrome, apesar de pouco conhecida, causa um aumento de pressão no rim podendo levar a varizes pélvicas. Saiba mais.

As dores pélvicas são sintomas que não devem ser ignorados, pois podem representar diversos problemas, tanto em seus órgãos quanto nas veias do local, como é o caso da Síndrome de Quebra-nozes. Essa doença é caracterizada pela compressão da veia renal esquerda pela artéria mesentérica superior e aorta, como se pinçasse a veia renal obstruindo seu fluxo.

Essa síndrome também é conhecida como Síndrome de Nutcracker e recebe esse nome por conta da semelhança que a compressão da veia do rim tem com os aparelhos usados para quebrar nozes.

Por conta dessa compressão, a pressão interna do rim fica aumentada, podendo levar a quadro de dor lombar e sangue na urina. Em algumas situações essa pressão é drenada por um veia gonadal (ou ovariana nas mulheres), podendo desembocar na pelve e levar as varizes pélvicas. Essas varizes podem causar dores pélvicas e até refluxo sanguíneo nas veias da região. Entenda mais sobre essa doença.

O que é a síndrome de quebra-nozes?

Os rins têm, por finalidade, filtrar o sangue, removendo substâncias nocivas do organismo, regulando níveis hormonais, balanceando fluidos e produzindo a urina, ou seja, seu bom funcionamento é vital ao organismo.

Para que ocorra essa filtragem, é importante que o órgão esteja bem irrigado, com sangue rico em oxigênio, que chega por meio de artérias renais. Na devolutiva do sangue ao coração, o caminho é através das veias renais, que levam até a veia cava.

Ao longo de sua extensão, a veia renal esquerda passa em um trecho entre a artéria mesentérica superior, responsável por irrigar o intestino delgado, e a aorta. A Síndrome de Quebra-nozes é definida quando essa veia é comprimida tanto por essa artéria quanto pela aorta, sobrecarregando a veia renal esquerda e suas ramificações, e gerando uma hipertensão venosa localizada.

Com a passagem de sangue prejudicada, as ramificações da veia renal esquerda se dilatam, causando uma congestão do rim, que não consegue realizar suas funções corretamente, podendo levar inclusive ao aparecimento de sangue na urina.

A causa específica da síndrome do quebra-nozes não é clara, mas alguns fatores são considerados potencializadores como baixo peso (sem gordura abdominal), idade e histórico familiar.

Mais raramente a compressão da veia renal esquerda pode ser causada por tumores no pâncreas ou nos tecidos da parede do abdômen, além de gravidez. Cuidados com a variação brusca de peso, seja ganhando ou perdendo peso, devem ser tomados, pois assim como o aumento do tamanho de órgãos pode levar à compressão, possuir uma quantidade muito baixa de massa corporal também pode ser um problema, pois órgãos que tinham muito espaço, de repente deixam de possuir e podem pressionar a veia.

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Quais os sintomas mais comuns da Síndrome de Quebra-nozes?

A Síndrome de Quebra-nozes pode surgir, geralmente, em homens ou mulheres com idades entre 20 e 30 anos, entretanto, vale destacar que também pode acometer pessoas mais velhas.

Na maioria dos casos é assintomática, ou seja, o fluxo renal e pélvico se equilibra e a pessoa não desenvolve nenhum sintoma. Alguns pacientes podem apresentar sintomas extremamente incômodos no dia a dia, como dores pélvicas, sangue na urina e desconforto na lombar esquerda.

Além disso, as mulheres podem apresentar varizes pélvicas e os homens varicocele devido ao comprometimento da veia gonadal (Refluxo na veia ovariana ou varicocele).

Antes de definir o tratamento, é necessário que um diagnóstico preciso seja fechado, começando pela compreensão dos sintomas. Para isso, exames de imagens (tomografia e ressonância) e de urina e sangue podem ser bastante eficientes. Em alguns casos pode ser solicitado um exame de flebografia com ultrassom-intravascular (IVUS), que permitirá quantificar a obstrução da veia.

Melhores tratamentos para Síndrome de Quebra-nozes

Nos casos sintomáticos, há três tipos de tratamentos indicados:

  • Endovascular: minimamente invasivo, esse procedimento trata-se da inserção, por meio de uma pequena punção, de um stent no local onde a veia está comprimida no intuito de corrigi-la;
  • Derivação da veia esquerda: uma opção é, já que a veia esquerda encontra-se comprimida, realizar, por meio cirúrgico, a comunicação dela a veia ilíaca, ocorrendo, desse modo, a drenagem do rim por outra via;
  • By-pass ou ponte de safena: por meio de uma cirurgia de grande porte é possível inserir uma ponte ligando os pontos antes da compressão com uma veia saudável.

Qualquer um desses tratamentos só pode ser indicado por um médico Vascular especializado, por isso, não ignore qualquer sintoma diferente. Isso pode ser um aviso do seu organismo de que algo não vai bem e precisa ser corrigido.

Se está sentindo dores pélvicas ou desconforto na lombar, não ignore, entre em contato e marque uma consulta para saber o que podemos fazer por você.

Cirurgia Vascular e Endovascular
Doutorado e Pós-doutorado USP
MBA - University of Pittsburgh / Katz
Pós-graduação em Liderança - Harvard Medical School

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