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Insuficiência Venosa Crônica: Como detectar e qual o tratamento?

Insuficiência Venosa Crônica

Varizes, sensação de pernas inchadas, desconforto e erupções na pele podem ser sinais de insuficiência venosa crônica. Entenda.

O sangue flui por todo o corpo através das artérias e das veias. O caminho do sangue do coração à parte inferior do corpo (artérias) é bem mais simples que o retorno, em que é necessária um trabalho árduo das veias e do organismo.

Por conta dessa dificuldade, são comuns os problemas venosos que surgem na região das pernas ou na pelve, como as varizes, que, em sua maioria, não são graves. Entretanto, esse tipo de problema pode ter uma variação mais complexa, conhecida como Insuficiência Venosa Crônica.

A insuficiência venosa crônica pode levar a dilatação das veias e varizes, mas também pode gerar outros sintomas, como sensação de inchaço nos membros inferiores e alteração na pele na região das pernas.

Para tratar do desconforto causado, há diversos tratamentos, dos mais simples aos mais complexos e modernos, o importante é que o paciente possa se livrar da causa básica dos sintomas incômodos que podem atrapalhar o dia a dia e evitar complicações maiores.

Não é só simplesmente varizes, nesse texto entenda melhor o que é essa doença, seus sintomas e causas e quais os melhores tratamentos.

O que é a insuficiência venosa crônica?

Frequentemente comum em mulheres e idosos, a insuficiência venosa crônica pode ser causada por problemas nas válvulas das veias para que o sangue na parte inferior do corpo possa voltar ao coração. É o chamado refluxo na veia. Esse refluxo contínuo pode desenvolver a dilatação dessas veias e piorar ou danificar as válvulas, reduzindo o fluxo sanguíneo e gerando um aumento na pressão dentro das veias. Como consequência da pressão aumentada e do fluxo baixo, o organismo passa a reter sangue e líquido na região das pernas, gerando a sensação de inchaço comum nesse tipo de problema. Esse acúmulo de sangue venoso (com baixa oxigenação) gera um processo inflamatório nas pernas, com dificuldades de cicatrização e alteração da coloração da pele.

Ter varizes aparentes na região inferior do corpo pode não significar problemas realmente sérios, mas devido a característica evolutiva e crônica da insuficiência venosa cerca de 10% das pacientes podem chegar a ter problemas mais sérios, causados pelo avanço da doença, ocasionando alterações cutâneas: feridas e úlcera venosa. As úlceras são consideradas o último estágio: 6, e em situações mais graves podem levar anos para cicatrizar sem tratamento adequado. Nessas situações mais graves os pacientes podem inclusive ter dificuldade para se locomover (claudicação venosa) devido a estase de sangue nas pernas.

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Quais os sintomas da insuficiência venosa crônica?

O sintoma mais comum causado pela insuficiência venosa crônica é a sensação de inchaço na região das pernas, com normal piora ao final do dia, principalmente se a pessoa passou o dia inteiro de pé ou sentada em uma mesma posição, e com uma melhora perceptível se colocar as pernas acima do resto do corpo, pois auxilia o sangue a retornar ao coração com menos esforço. Além do inchaço, pacientes relatam sintomas como sensação de cansaço, peso e volume nas pernas e formigamento na região. Alguns pacientes ainda relatam cãibras à noite.

Comumente, é possível que a paciente tenha varizes aparentes nas pernas, mas não é a única mudança na pele da região, sendo usuais descamamentos e manchas em tom vermelho escuro causadas por conta do escape de alguns glóbulos vermelhos das veias dilatadas. Essa condição deixa a pele extremamente sensível e vulnerável, podendo qualquer lesão simples romper a pele e ocasionar em uma ferida. É a chamada úlcera venosa.

Causas da insuficiência venosa crônica

Sabemos que a insuficiência venosa crônica ocorre em decorrência de uma dificuldade na capacidade de retorno do sangue em sentido antigravitacional. Não há uma definição se o problema inicial é uma falha da válvula venosa, ou a alteração nas válvulas são decorrentes do aumento de pressão. Entretanto, alguns fatores de risco foram identificados, como:

  • hereditariedade;
  • excesso de peso ou obesidade;
  • falta de exercícios físicos, principalmente na região da panturrilha;
  • muitas gestações;
  • utilização de anticoncepcionais;
  • muitas horas em pé ou sentado na mesma posição;
  • usar roupas muito apertadas;
  • ser mulher;
  • idade avançada;
  • ter o hábito de fumar;
  • dieta pobre em nutrientes e rica em gorduras;
  • usar muito e por muito tempo sapatos de salto alto.

Além desses fatores, algumas doenças preestabelecidas também podem contribuir ou agravar o quadro da insuficiência venosa crônica: trombose venosa. A trombose venosa aguda é uma situação mais grave e que requer um tratamento agressivo. Mas a trombose crônica ou síndrome pós trombótica gera uma lesão irreversível nas válvulas, e são responsáveis pelos casos mais graves.

Outro problema que pode estar relacionado ao surgimento de uma insuficiência venosa crônica é a compressão venosa, causada por fatores externos, mas que sobrecarrega as veias da região comprimida, desenvolvendo maiores chances de surgimento da doença ou até de varizes aparentes. É a chamada Síndrome de Cockett e a Síndrome de May-Thurner.

Tratamentos eficazes para insuficiência venosa crônica

O diagnóstico da insuficiência venosa crônica é feito por meio de avaliação médica e, para comprovar, pode ser pedido um exame de ultrassonografia com Doppler dos membros inferiores para confirmar se não se trata de outra doença vascular.

Com base no diagnóstico e na gravidade do problema, inclusive a intensidade dos sintomas, é recomendado o tratamento mais indicado que pode ser desde medicamentos, meias, procedimentos e cirurgias.

Entre os procedimentos e as cirurgias, elas podem ser do tipo convencional, em que as veias comprometidas são retiradas, em um centro cirúrgico, por meio de pequenas incisões; e quando tem alteração da safena ela pode ser retirada cirurgicamente. A cirurgia de safena é de grande porte, e o paciente precisa fazer repouso por tempo maior.

O tratamento endovascular venoso pode ser realizado com laser, com radiofrequência e com cateter. Apesar de relativamente recente no Brasil, é uma técnica moderna e bastante utilizada em outros países, como Estados Unidos e Canadá, e consiste na introdução de um cateter que dispara uma pequena quantidade de energia no local em que se encontra a veia dilatada para fazer o tratamento. Essa técnica é utilizada prioritariamente para safena, podendo ser feita com anestesia local, e com uma recuperação muito mais rápida, podendo sair de alta no mesmo dia.

Outra possibilidade é a escleroterapia com espuma, técnica em que é realizada a secagem da veia, de modo a diminuir os sintomas e a dilatação de veias próximas. Apesar de mais simples e barato, esse último é o que mais apresenta recidiva e chance de manchar.

Para entender mais sobre os tratamentos e entender o mais indicado ao seu caso, marque uma consulta e saiba mais das técnicas.

Cirurgia Vascular e Endovascular
Doutorado e Pós-doutorado USP
MBA - University of Pittsburgh / Katz
Pós-graduação em Liderança - Harvard Medical School

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